1 - 4 Um novo céu e uma nova terra
1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. 3 E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. 4 E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
V1. Quando todos os maus tiverem recebido o seu destino eterno, imutável e terrível, o olhar de João é dirigido para um céu e uma terra completamente novos. O primeiro céu e a primeira terra tiveram o seu tempo, fugiram e passaram pelo fogo (2Ped 3:7,13). Com isso agora há lugar para um novo céu e uma nova terra.
A grande diferença para a primeira terra é que o mar, que ainda existe no Reino de Paz (Eze 47:20; Sof 2:6; Zac 9:10; 14:8), na eternidade não existirá mais. Também não haverá mais as nações inquietas e rebeldes, das quais o mar é figura, nem os ímpios, que são como o mar (Isa 57:20). Haverá então um estado permanente de perfeita paz. O verdadeiro governo de Deus começou. Deus reina, ou melhor: Ele dirige, pois aqui se trata mais de Deus que habita em descanso, já que não há mais nada para refrear e nada mais que possa se levantar contra Deus. Então a justiça habitará na terra (2Ped 3:13) e não apenas reinará como ainda no Reino de Paz. Tudo corresponderá interna e externamente ao ser de Deus.
A criação antiga é passageira (Slm 102:26; Mat 24:35; 1Cor 7:31; 1Joã 2:17) e por isso temporal. A nova criação é completamente nova e de natureza permanente e eterna. Ela não substitui a antiga por meio de mudança e melhora da antiga; não, o novo céu e a nova terra nunca existiram antes. O segundo não é apenas diferente do primeiro, é também melhor do que o primeiro. Assim, o que Deus realizou por meio da redenção é diferente e melhor do que o que o homem perdeu pelo pecado. Deus não apenas resolveu o problema do pecado, mas em vez disso deu algo muito mais glorioso.
O segundo sempre tem preferência para Deus em relação ao primeiro. Você encontra com frequência na Escritura que o que nasceu em segundo lugar ou depois está acima do primogênito: Abel antes de Caim, Isaque antes de Ismael, Jacó antes de Esaú, Efraim antes de Manassés e Davi antes dos seus irmãos mais velhos (cf. Jó 42:12; Joã 2:10; Flp 3:20; 1Cor 15:47; Heb 8:6).
V2. Depois do glorioso quadro geral do novo céu e da nova terra, João vê uma cidade. Essa cidade é o centro de toda a nova cena. Também na nova ordem das coisas, onde não há mais pecado, há lugar para santidade. A cidade é a cidade santa. Santo significa separado. Separação nem sempre tem a ver com separação do mal. Quando, por exemplo, Deus santificou o sétimo dia, isso significa que Ele deu a esse dia um lugar especial diante dos outros dias (Gên 2:3). Assim, essa cidade ocupa um lugar especial em todo esse novo sistema.
Essa cidade é a nova Jerusalém, em contraste com a antiga Jerusalém. É uma cidade móvel. Ela desce do céu, pois o céu é a pátria onde ela tem o seu lar. Ela vem de Deus, pois a sua origem está em Deus, no seu propósito. A nova Jerusalém desce, sem chegar à terra; ela forma, por assim dizer, o elo de ligação entre o céu e a terra e os une.
A cidade parece uma noiva adornada para o seu marido. Essa descrição deixa claro que a nova Jerusalém é a Igreja. Depois de mil anos ela ainda possui a mesma beleza radiante que tinha durante as suas bodas (Apo 19:7,8). O tempo não teve nenhuma influência sobre a beleza dela. Ela possuirá essa beleza por toda a eternidade.
A cidade é “santa” e é comparada a uma noiva. Isso significa que o ser de Deus, a saber luz (santidade tem a ver com Deus como luz) e amor, é visto nessa cidade. Aqui a Igreja é perfeitamente adequada para estar unida a Ele, porque corresponde perfeitamente ao seu ser. Assim ela também corresponde perfeitamente aos seus desejos, combina com Ele, é igual a Ele (Efé 5:31,32; 1Joã 3:3).
Essa nova Jerusalém, a Noiva, deve ser distinguida da Jerusalém celestial (Heb 12:22), pois a Jerusalém celestial é o lugar onde habitam todos os santos celestiais. A Jerusalém celestial é a capital celestial, de onde se governará durante o Reino de Paz. Ela é o centro do governo, no qual os crentes do Antigo e do Novo Testamento têm o seu lugar e a sua tarefa. A nova Jerusalém consiste apenas daqueles que são a Igreja do Deus vivo, a habitação de Deus no Espírito.
Mesmo quando se fala de “Jerusalém que é de cima” (Gál 4:26), isso é algo diferente do que aqui é chamado de “nova Jerusalém”. A Jerusalém que é de cima não é tanto uma cidade com características de governo, mas mais uma esfera na qual os crentes vivem. Essa esfera é uma esfera de liberdade, que está em contraste com a lei. A Jerusalém que é de cima está, portanto, também em contraste com a Jerusalém terrena, que representa a esfera da lei.
V3. Depois de João ter visto essas coisas novas maravilhosas e de grande alcance, ele ouve uma voz alta. Essa voz vem do trono, a sede do governo de Deus, com uma declaração. O governo de Deus atingiu o seu objetivo final. A declaração é que Deus habitará com os homens, e isso numa tenda (= tabernáculo). Com isso se refere à Igreja, pois ela é a habitação de Deus no Espírito (Efé 2:22).
Há várias designações para a habitação de Deus, como por exemplo templo e casa. Aqui se fala de uma tenda ou tabernáculo como habitação, e isso significa que essa habitação é transportável, assim como era a tenda da congregação durante a peregrinação do povo de Israel no deserto. É muito bonito pensar que a palavra “tenda” (ou tabernáculo) também é usada em conexão com o habitar do Senhor Jesus entre nós. Pois lemos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Joã 1:14). Literalmente está aqui “armou tenda entre nós”, isto é, “habitou numa tenda”.
A tenda ou tabernáculo fala, portanto, da maneira como Deus habita com o seu povo. A tenda no Antigo Testamento era figura da habitação de Deus. A verdadeira habitação de Deus você vê no Senhor Jesus e na Igreja.
Notável é que Deus habitará com os homens. Para Deus é uma alegria especial habitar com eles. Você pode perceber isso pelo fato de que isso é mencionado três vezes neste verso. Todos esses homens juntos são o seu povo. Aqui não se fala mais de povos diferentes. Os diferentes povos surgiram por causa do pecado (Gên 11:1-9), mas agora todas as consequências do pecado foram tiradas. Portanto também não há mais diferença entre Israel e as nações. Israel não ocupará mais um lugar privilegiado.
Israel tinha a ver com propósitos desde a fundação do mundo (Mat 13:35; 25:34) e tinha uma existência terrena e temporalmente limitada. Tudo o que é terreno e temporal então não existirá mais. Haverá então apenas homens, crentes de todos os tempos, sem diferença. A única diferença que continuará existindo diz respeito à nova Jerusalém, a Igreja. Ela foi escolhida antes da fundação do mundo.
O verso termina com uma expressão de especial intimidade entre Deus e o seu povo. O próprio Deus estará com eles, e isso sem um mediador como Moisés ou Elias ou um sumo sacerdote. Não haverá mais ninguém por meio de quem Deus estivesse em contato com o seu povo. Ele é o Deus de um único grande povo. E esse único grande povo tem e conhece somente a Ele como seu Deus.
V4. Quando essa situação gloriosa tiver chegado, toda lembrança de tristeza, que é inseparável das primeiras coisas, será tirada. A descrição da glória da eternidade é para nós melhor expressa pelo que então não haverá mais. A glória do que haverá lá ainda não podemos compreender (cf. 2Cor 12:4). Mas bem podemos entender que ali não haverá mais nada do que torna a nossa vida na terra tantas vezes difícil e cansativa. Isso deve aumentar a nossa saudade do céu. Essa descrição em si já é, portanto, um grande encorajamento. As cinco expressões que dizem o que não haverá mais caracterizam agora todo o acontecer mundial e toda a história do mundo desde a queda.
No capítulo 7 já foi anunciado que Deus enxugaria toda lágrima dos olhos, assim como uma mãe enxuga as lágrimas do rosto do seu filho (Apo 7:17). Ele enxuga toda lágrima, e depois nunca mais haverá lágrima. Tudo o que agora ainda causa lágrimas terá sido para sempre tirado. Então cada pessoa viverá em perfeita harmonia com Deus, em perfeito acordo com Deus e com todos os outros homens. Se não há mais pecado, também não há mais morte e nada mais do que está ligado à morte, como dor e sofrimento, que as lágrimas expressam. Também nunca mais voltará, pois as primeiras coisas definitivamente passaram.
Leia novamente Apocalipse 21:1-4.
Pergunta ou tarefa: O que mais aumenta a sua saudade do novo céu e da nova terra?
5 - 10 Eis que faço novas todas as coisas
5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. 6 E disse-me mais: Está cumprido; Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. 7 Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. 8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte. 9 E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. 10 E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.
V5. Agora fala Aquele que está assentado no trono. O fato de Ele estar assentado no trono significa que Ele tem todo o poder, dirige tudo segundo a sua vontade e chega ao seu objetivo. Como será o Novo não podemos imaginar. Compare isso com um grão de trigo. Se você o olha, não consegue imaginar que dele sairá uma espiga. Ou olhe para uma lagarta. Também aí você não consegue imaginar que dela sairá uma borboleta. Paulo usa muitas figuras para esclarecer a diferença entre coisas terrenas e celestiais (1Cor 15:35-49). Mas a nossa capacidade de compreender é pequena demais para imaginarmos tudo isso. Sabemos, de qualquer forma, que todas as coisas tristes terão ido embora e tudo será novo.
Não é novo em oposição a velho, mas novo no sentido de que nunca existiu antes, nem na espécie nem em si, pois nada e ninguém na nova criação jamais envelhecerá. Deus realizará o que o homem sempre se esforçou em vão para fazer. O homem não pode pôr fim à morte nem às coisas ligadas a ela, porque o pecado habita nele. Para o homem essa situação permanece um sonho vazio. Para a fé, porém, é a grande realidade.
Depois dessa gloriosa promessa de que Ele faz novas todas as coisas, João recebe pela terceira vez a ordem de escrever (Apo 14:13; 19:9). Ao escrever, fica registrado. Mesmo que às vezes esqueçamos essas coisas, podemos sempre lê-las novamente. Para remover toda incerteza, é acrescentado com ênfase que essas palavras são fiéis e verdadeiras.
V6. Então ressoa como poderosa conclusão a exclamação: “Está cumprido”. Nesse momento tudo se tornou novo. Então será visto o pleno resultado da obra dAquele que uma vez clamou: “Está consumado” (Joã 19:30). O descanso, a paz e a harmonia são o resultado dessa obra. Tanto Deus quanto os homens, com quem Ele habita, desfrutarão disso sem perturbação por toda a eternidade.
Aquele que disse isso é o Deus eterno, que de A (Alfa, a primeira letra do alfabeto grego) a Z (Ômega, a última letra do alfabeto grego) cumpre o que disse, que cumpre a sua Palavra até a última letra. Ele é também o princípio e o fim, isto é, que Ele está no princípio de tudo e que no fim de tudo Ele ainda está lá. Não há nada antes dEle e nada depois dEle. Tudo é mantido por Ele, e isso de eternidade a eternidade. Há uma eternidade porque Ele é o Eterno.
Nesse momento impressionante, em que o tempo e tudo o que tem a ver com ele passaram, ocorre como que espontaneamente um convite a todo aquele que ainda não tem parte nisso. Se há leitores que não têm parte nisso, então não pode ser de outra forma senão que surgiu o desejo de ter parte. Isso é possível! Se há sede do Deus vivo (Slm 42:3), Ele saciará essa sede, assim como o Senhor Jesus saciou a sede da mulher samaritana (Joã 4:14).
V7. Além dessa sede, também é necessária luta para ter parte nessa glória, pois há resistência na forma de pessoas ou ensinos que se opõem a ter parte nessa glória e querem impedi-la. Mas há armas poderosas que asseguram a vitória. Assim, a herança dessas coisas será dada àqueles que venceram o mundo pela fé (1Joã 5:4). Eles venceram por causa do sangue do Cordeiro (Apo 12:11). Eles são mais do que vencedores por meio dAquele que os amou (Rom 8:37).
Os vencedores permanecerão fiéis até o fim, até poderem tomar posse dessa gloriosa herança. Então experimentarão a nova criação na ligação mais íntima com Deus e serão para a alegria de Deus. Este é o único lugar nos escritos de João onde se fala da nossa posição como filhos. Essa relação é também pessoal. Cada um terá um relacionamento próprio com Deus e Deus com ele. Ele não se perderá na multidão das pessoas com quem Deus habita (verso 3).
V8. Depois da descrição profunda e ao mesmo tempo muito concisa da glória que é a parte dos crentes, segue a parte dos incrédulos. O contraste é enorme e nunca será anulado. Ele estará lá por toda a eternidade. Essa é a parte daqueles que não são vencedores e que não tinham sede de Deus.
A primeira categoria de pessoas das quais se diz qual é a sua parte são os covardes. Eles nunca ousaram confessar o Senhor Jesus. Eles estão do lado dos inimigos e perecerão com eles. Também as outras categorias não herdarão o Reino de Deus (1Cor 6:10).
Diz-se aqui “a sua parte”. Isso exclui a aniquilação das almas. Isso também exclui que depois de algum tempo eles ainda venham a ter parte na bênção. O ensino da reconciliação universal mina de forma séria a autoridade da Palavra de Deus e diminui a gravidade e a perfeição da obra de Cristo. O sofrimento vicário de Cristo não teria sido necessário se todas as pessoas finalmente viessem a ter parte na glória eterna. Mas todos os que não têm parte na obra de Cristo, porque a rejeitaram, estarão na segunda morte. Isso significa que estão definitivamente cortados de toda a vida e nunca mais terão parte nela.
V9. Com o verso 8 se encerra uma seção cronológica que termina na eternidade. O que é relatado depois disso não pode ser uma continuação disso, pois depois do estado eterno não vem mais nada. Seremos, portanto, levados de volta a partir do (verso 9) para o tempo que precede imediatamente o estado eterno, o Reino de Paz. Segue-se uma descrição da glória da Igreja como a cidade celestial; esse é o lugar de onde se dá o governo de Cristo sobre a terra.
O verso 9 começa com palavras quase iguais às que você leu também no capítulo 17 (Apo 17:1). Fala-se, de fato, de um dos sete anjos que tinham as sete taças. Mas aqui se acrescenta que estavam cheias das sete últimas pragas. As taças cheias são mencionadas para mostrar que a cidade só pôde vir depois que os juízos de Deus sobre a terra aconteceram. Além disso, você vê que em ambas as seções segue a descrição de uma mulher e de uma cidade. Se você comparar essas duas seções, vê tanto uma ligação quanto uma grande diferença entre o que você já sabe sobre a grande Babilônia e o que você verá da nova Jerusalém.
A Igreja é aqui apresentada como Noiva e como Mulher. Possivelmente Noiva tem a ver com a sua glória diante do mundo e Mulher com a relação íntima com o Cordeiro, o Noivo. Noiva pode também apontar para o primeiro amor por esse único Homem, a quem ela ama acima de tudo, e Mulher para o desejo do amor realizado e a sua continuidade. Ambos os aspectos têm validade na eternidade.
V10. No capítulo 17 (Apo 17:3) João foi levado a um deserto, aqui ele está num lugar elevado. Do monte ele pode ver a Noiva, a Mulher do Cordeiro. Mas o que ele vê? Ele vê uma cidade. Isso significa que a Mulher, que é a Igreja, também tem as características de uma cidade. João vê a cidade como Deus a viu desde a eternidade. Assim Moisés pôde ver a Terra Prometida do alto do monte (Deu 34:)1. Também Ezequiel viu a futura Jerusalém terrena e o novo templo do alto de um monte (Eze 40:2).
A posição que João ocupa é ainda muito mais elevada do que a dos dois, pois ele pode ver a nova Jerusalém celestial, que desce do céu da parte de Deus. Assim como a cidade na eternidade desce da parte de Deus (verso 2), assim ela também desce aqui no Reino de Paz.
A Igreja é a habitação de Deus, de onde sai bênção para a terra, tanto no Reino de Paz quanto na eternidade. Também aqui ela é a cidade santa, a cidade que Deus separou para si, para que fosse a sua cidade, a sua habitação. A cidade tem o nome de Jerusalém, que significa “fundação da paz”. Na Igreja e por meio dela o nome da cidade se tornará realidade. A cidade é tanto a morada de Deus quanto o lugar onde está o seu trono. A cidade é, portanto, também o centro de onde Ele governa e dirige tudo para a bênção dos homens.
A última menção de uma cidade em conexão com a terra é Babilônia. A primeira cidade mencionada em conexão com a terra é a cidade que Caim edificou (Gên 4:17). Cidades na terra não foram construídas para a glória de Deus. A cidade que Deus edifica é de origem celestial e difunde a glória de Deus e de Cristo.
Leia novamente Apocalipse 21:5-10.
Pergunta ou tarefa: O que você sente quando pensa no futuro dos incrédulos?
11 - 18 A cidade santa, Jerusalém
11 E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. 12 E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel. 13 Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas. 14 E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 15 E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro. 16 E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. 17 E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo. 18 E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade, de ouro puro, semelhante a vidro puro.
V11. A cidade tem a glória de Deus. Isso vai além do que acontece com o vestido da Noiva, o vestido que ela mesma teceu, embora Deus o tenha dado a ela. Em Cristo vemos o resplendor da luz do conhecimento da glória de Deus (2Cor 4:6), e aqui a Igreja tem essa glória. A Igreja está em perfeita harmonia com Deus, assim como Cristo está. Assim como a glória de Deus é vista em Cristo, assim essa glória de Deus também é vista nela (cf. Joã 17:22). O que é revelado no Senhor Jesus será refletido nessa cidade.
Se você ainda considerar que isso vale para pessoas que por natureza não tinham parte na glória de Deus (Rom 3:23), isso não é uma graça indescritível? É de fato nada mais do que graça pela qual você teve parte nisso (2Cor 4:6). Portanto você pode agora se gloriar na esperança da glória de Deus (Rom 5:2), que se tornou realidade.
A glória de Deus, como se torna visível no capítulo 4 (Apo 4:3), é em alguns aspectos também a parte da Igreja. A pedra de jaspe mencionada lá você encontra também aqui (e também nos versos 18 e 19). Essa pedra pode ser comparada ao diamante que conhecemos, que pode ser lapidado de modo que a luz seja refletida em muitas cores cintilantes. Esse brilho de luz, que em breve será visível em plena glória sem impedimento, a Igreja já deveria irradiar agora (cf. Flp 2:15). Isso só é possível pelo Espírito (Atos 7:55; 2Cor 3:18).
V12. A Igreja é edificada de uma maneira que possa refletir ou transmitir a glória de Deus, sem que nada interrompa ou obscureça essa glória. Para isso ela tem um muro, portas e fundamentos. Um muro provê segurança (Zac 2:5) e santidade; ele separa entre o santo e o profano (Eze 42:20). Nessa cidade estão reunidos todos os santos que glorificaram a Deus na sua vida na terra. O muro garante que nada que não pertença a ela possa entrar na cidade (Slm 122:3); na Igreja isso ainda é possível agora (Gál 2:4; Jud 1:4).
Mas é um muro com portas. Portas têm a ver com governo. Antigamente nas portas das cidades se fazia justiça (Rut 4:1). A menção enfática das portas sublinha a importância da cidade como sede de governo. As portas mantêm o mal de fora, mas deixam o bem entrar. Elas servem durante o Reino de Paz como ligação entre a cidade e a terra. Os anjos nas portas são servos, são os guardas. A sua tarefa como canais da bênção de Deus como no Antigo Testamento acabou. Essa tarefa tem agora a Igreja (Heb 2:5). O muro com as suas portas serve para maior glória de Deus (Isa 60:18).
Sobre as portas estão escritos nomes. Isso tem a ver com o costume de que as portas eram nomeadas segundo as cidades para as quais conduziam. A Porta de Damasco, por exemplo, é a porta pela qual se chega ao caminho para Damasco. Assim, as portas com os nomes das doze tribos dos filhos de Israel indicam que as bênçãos da Igreja se dirigem então primeiramente a Israel.
V13. É com a cidade santa Jerusalém, a tenda de Deus (verso 3), como com a tenda no deserto. Ao redor da tenda estavam dispostas em cada direção três tribos, a tenda no meio (Núm 2:17). Toda bênção sai do centro e toda adoração vem para esse centro.
Começa com o leste, o lado onde o sol nasce. A luz do novo dia do Reino de Paz está presente. O norte lembra o tempo em que Deus teve que julgar o seu povo por meio das nações do norte por causa da sua infidelidade, e esse tempo passou. O sul fala do calor do verão, o tempo do verão chegou. O oeste é o lado onde o sol se põe; isso indica que também o Reino de Paz terá um fim.
Podemos fazer uma aplicação para a proclamação do evangelho no nosso tempo e para a Igreja hoje. Precisamos procurar alcançar todos os povos com o evangelho e também todos os grupos etários e classes sociais da população, ou seja, todos sem diferença. Uma igreja precisa ter tanto um muro alto quanto portas que funcionem bem. Às vezes as igrejas têm tantas portas abertas que não se pode mais falar de muro. Também pode ser o contrário. Então uma igreja tem apenas um muro alto e nenhuma porta sequer. Em ambos os casos não há separação para o Senhor.
V14. Depois das portas se fala mais detalhadamente sobre o muro. Sobre os fundamentos não estão os nomes dos doze filhos de Israel, mas os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Os doze filhos de Israel nunca estiveram em ligação com o Cordeiro na terra. Depois que o Espírito Santo veio e a Igreja surgiu, foram os doze apóstolos que lançaram o fundamento da Igreja (Efé 2:20). O fundamento é Cristo 1Cor 3:11. Esta é a cidade com fundamentos que Abraão esperava (Heb 11:10).
V15. Então João percebe que o anjo tem na mão uma cana de ouro. Corresponde, portanto, à glória de Deus. A cidade e as suas portas e o seu muro precisam ser medidos com uma medida divina. Antes João tinha recebido a ordem de medir a Jerusalém terrena (Apo 11:1). Lá, porém, não se fala de uma vara de medir de ouro, e João também não deveria medir uma determinada parte.
Quando Deus mede ou manda medir algo, quer dizer com isso que pertence a Ele e é reconhecido por Ele (cf. Zac 2:5,6,12; Eze 40:3,5). Medir significa também determinar a posição e a vocação da cidade com os limites que pertencem a ela. De tudo o que pertence à cidade, de cada um que está ali, de tudo o que ali é decidido (como foi dito, a porta era antigamente o lugar da jurisdição e fala, portanto, de decisões) e da santidade da cidade (indicada pelo muro) precisa-se constatar se está em conformidade com a glória de Deus.
V16. A cidade não é apenas quadrada – isso decorre do fato de que o seu comprimento e a sua largura são iguais —, ela é também um cubo, pois também a sua altura tem a mesma medida. Isso lembra o Santo dos Santos, cujas medidas também formavam um cubo (cf. 1Rei 6:20; Eze 41:4). Pelo seu comprimento e largura ela está em ligação com a terra e pela sua altura em ligação com o céu.
Os 12.000 estádios que o anjo mede correspondem a cerca de 2.220 quilômetros. O fato de a cidade ter lados completamente iguais diz algo sobre a perfeita simetria em tudo o que Deus realiza. Ele dá a cada verdade da sua Palavra o devido valor. Isso vemos na execução correspondente. Ele nunca enfatiza uma verdade à custa de outra.
A cidade pode ser medida; isso mostra que ela é limitada. Isso vale para tudo o que tem a ver com o homem. Só Deus é infinito, o homem é por definição limitado. Ao mesmo tempo a Igreja está em perfeita conformidade com os propósitos eternos de Deus, cuja medida não se pode medir (cf. Efé 3:18,19).
V17. Com os 144 côvados provavelmente se refere à espessura do muro, que é de cerca de 65 a 70 metros. Isso é, em todo caso, uma medida perfeita (144 = 12 x 12). Ao mesmo tempo isso significa também que cada pessoa só pode fazer uma ideia limitada das “medidas” da Igreja. Com essa medida um homem e um anjo são colocados no mesmo nível. Ambos são criaturas e, portanto, limitados na sondagem de toda a glória de Deus.
V18. No verso 11 você viu que jaspe é figura do brilho da glória de Deus. O muro da cidade é do mesmo material. A glória de Deus funciona assim como muro de proteção e de separação. A glória de Deus proíbe e impede que algo impuro entre na cidade. Se a glória de Deus também se manifestasse mais entre nós, muita coisa seria evitada que não combina com a luz dessa glória (Atos 5:13; Gên 28:17).
Esta é a quarta vez que se fala do muro da cidade. No verso 12 são descritas as características do muro: grande e alto. No verso 14 são mencionados os fundamentos do muro. No verso 17 trata-se do muro em relação à sua espessura. Finalmente, este verso fala do material de construção, do material de que o muro é feito.
A cidade é como ouro puro, transparente como vidro. Na criação antiga isso não é possível, na nova sim. Isso deixa claro que a cidade é feita de material que é perfeitamente transparente, sem um único ponto escuro, sem uma única mancha ou algo impuro. A cidade nessa propriedade é igual a Deus. Como poderia a cidade de Deus ter algo escuro ou manchado? Tudo é transparente e corresponde à glória de Deus.
Leia novamente Apocalipse 21:11-18
Pergunta ou tarefa: Quais aspectos da cidade são mencionados e o que eles representam?
19 - 27 Deus, o Todo-Poderoso, é o seu templo
19 E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; 20 o quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista. 21 E as doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade, de ouro puro, como vidro transparente. 22 E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. 23 E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. 24 E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. 25 E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. 26 E a ela trarão a glória e honra das nações. 27 E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
V19-20. Então os fundamentos são considerados com mais detalhes. Eles estão adornados com todo tipo de pedras preciosas, sim, eles consistem de pedras preciosas. Parece que esse fundamento consiste de doze camadas. Cada camada é um fundamento, de modo que a cidade repousa sobre doze fundamentos. Esses fundamentos não estão escondidos na terra, mas são visíveis. A cidade é visível em toda a sua extensão, porque é vista como descendo do céu da parte de Deus, sem chegar à terra.
Então segue a descrição dos fundamentos.
- O primeiro fundamento, o de baixo, sobre o qual todos os outros fundamentos são edificados, é novamente o jaspe, a figura da glória de Deus. A sua cor é a de um cristal transparente.
- O segundo fundamento consiste de safira. A cor da safira é um azul lindíssimo.
- Calcedônia, a pedra preciosa da qual consiste o terceiro fundamento, só aparece aqui na Bíblia. A sua cor é verde-azulada.
- A cor da esmeralda, o quarto fundamento, é verde brilhante.
- A cor da pedra sardônica, o quinto fundamento, pode ter listras levemente mescladas de preto, marrom, vermelho e branco.
- O sárdio, o sexto fundamento, provavelmente tem uma cor vermelha magnífica.
- O crisólito, o sétimo fundamento, tem uma cor amarelo-dourada.
- A cor do berilo, o oitavo fundamento, pode variar. Essa pedra preciosa tem, entre outras, uma variante vermelha, azul, verde, amarela, roxa e até incolor.
- O topázio, o nono fundamento, é amarelo profundamente brilhante.
- O crisópraso, o décimo fundamento, é, de acordo com o significado do seu nome, verde-dourado.
- A cor do jacinto, o décimo primeiro fundamento, é desconhecida.
- A ametista, o décimo segundo fundamento, tem uma cor violeta.
Embora não se conheça a cor exata de cada pedra preciosa, você tem uma ideia do brilho ofuscante que as cores dos fundamentos sobrepostos difundem. Elas se misturam, e cada cor intensifica as outras cores. Deve ser um prazer para os olhos olhar para lá. Trata-se de materiais que nunca passam, e cores que nunca desbotam. O todo revela o poder e a sabedoria do Criador.
Em Ezequiel 28 você também encontra doze pedras preciosas (Eze 28:4,13). Essas pedras preciosas refletem a glória da criação. Também em Êxodo 28 você encontra doze pedras preciosas, presas no peitoral do sumo sacerdote (Êxo 28:17-21). Elas refletem a glória do seu serviço em favor das doze tribos de Israel.
As pedras preciosas são todas diferentes. Todos nós seremos revestidos com a glória de Deus, mas nunca será esquecido como a glória de Deus foi lindamente representada na terra em cada remido. Juntas elas representam de maneira única a glória de Deus. Cada filho de Deus pode mostrar em sua vida algo da glória de Deus. Nas pedras preciosas o ouro representa a glória comum (a cidade inteira é de ouro, verso 18). As pedras preciosas em si são figura da glória que cada crente possui e que o distingue, por um lado, de cada outro crente, enquanto por outro lado ele completa o outro crente e intensifica a glória dele.
V21. As doze portas consistem cada uma de uma pérola. Isso lembra o valor que a Igreja tem para o Senhor Jesus. A Igreja é para Ele uma pérola preciosa (Mat 13:46). As doze portas lembrarão eternamente em toda a criação, em todas as direções, que Ele se entregou por ela. Se a Igreja é para Ele tão preciosa como uma pérola, pode então a comunhão dos santos ser sem importância ou insignificante para nós (cf. Heb 10:25), ou deveríamos desprezar um dos menores (Mat 18:10)?
Outra particularidade da cidade é que ela tem apenas uma rua. É, portanto, impossível se perder ou sair do caminho. Todos os crentes andam ali por um caminho. É impossível que ali haja divisão. Assim como a cidade é de ouro puro como vidro transparente (verso 18), assim também a rua é de ouro puro como vidro transparente. A rua aponta para o andar nessa cidade. Ali não haverá o perigo de contaminação, porque você estará ali em conformidade com a transparência dourada da rua. Ao mesmo tempo é um convite para andar já agora como você andará lá.
V22. João não vê na cidade nenhum templo. Não se trata, portanto, da Jerusalém terrena, sobre a qual os profetas falaram, pois nela haverá sim um templo (Ezequiel 40-44). Um templo lembra o pecado, pois o templo é um lugar separado na cidade. Com isso fica claro que há uma certa distância entre Deus e o seu povo. O véu no templo enfatiza a separação entre Deus e o seu povo.
Essa distância e essa separação não existirão mais então entre a Igreja e Deus e o Cordeiro. Deus habita na Igreja, e Ele mesmo é o seu templo e o Cordeiro (cf. Isa 8:14). A Igreja está na presença direta e imediata de Deus e do Cordeiro, sem nenhuma distância ou separação.
V23. A cidade como um todo é o templo de Deus. Deus habita na cidade, e por isso a cidade é o templo. Não há um templo separado. Da mesma forma também não há uma luz separada, nem sol nem lua, que ilumine a cidade de fora. Como Deus habita na cidade, Ele é a sua luz. O brilho da sua glória nunca poderá ser iluminado por algo que tivesse uma glória maior. O esplendor da sua glória está sobre toda a cidade.
E em que o brilho da sua glória é visto? No Cordeiro. A glória de Deus alcançará a cidade sempre apenas por meio do Cordeiro (2Cor 4:6). Conhecemos e vemos o Pai somente por meio do Filho (Joã 14:6,9). O sol e a lua são meios para transmitir a luz na criação. Em Gênesis 1 você vê que no primeiro dia primeiro houve luz e que Deus depois, no quarto dia, fez aparecer o sol e a lua (Gên 1:3-5,14-19). Mas a cidade de Deus não é iluminada por meios naturais criados. Há uma iluminação direta, que vem do próprio Deus. O fato de o Cordeiro ser a lâmpada mostra, porém, que o Cordeiro é o meio, mas isso não muda o fato de que a luz de Deus está diretamente presente, pois o Cordeiro, no qual essa luz é visível, é ao mesmo tempo Deus.
V24. A Igreja transmite a luz da glória de Deus, que repousa sobre ela por meio do Cordeiro, à terra. A Igreja é para as nações como o sol. As nações andarão na luz que a Igreja dá por meio da luz do Cordeiro. A Igreja – nós – será o canal por meio do qual a bênção do céu será transmitida à terra. Nós mesmos desfrutaremos em nossos corpos glorificados de bênçãos que superam em muito as bênçãos terrenas.
Os reis da terra trarão a ela a sua glória terrena (cf. Slm 72:10,11; Isa 60:3,5-7,9). Como devemos imaginar isso exatamente, não me está claro. Talvez devamos pensar que os santos celestiais aparecerão a esses povos na terra. A Igreja, de fato, como a Mulher do Cordeiro reinará com Cristo. Esses santos celestiais representam Cristo. Ao reconhecerem-nos como canais da bênção celestial, as nações honrarão a Cristo.
V25. Onde reina a luz de Deus não há trevas. À noite não seguirá mais o dia. A manhã sem nuvens (2Sam 23:4), o dia sem nada que cause sombra ou trevas, chegou para a Igreja celestial. Tudo é completamente transparente. Não haverá medo de ladrões que queiram arrombar à noite, pois todas as trevas desapareceram e definitivamente passaram (1Joã 2:8b). A cidade será inteiramente luz e glória.
V26. Mais uma vez se diz que a glória e a honra das nações serão trazidas a ela. Isso mostra quão central a Igreja é no Reino de Paz como ponto central da bênção. Ela em si mesma não é a fonte da bênção, pois toda bênção vem de Deus. Ela é, porém, o meio pelo qual Deus faz chegar a sua bênção à terra.
As nações reagirão a isso com presentes apropriados. Não serão tanto presentes materiais, mas sim o reconhecimento de que a glória e a honra que elas possuem não servem para a sua própria exaltação, como se as tivessem por mérito próprio. Dessa forma as nações se comportaram no tempo da rejeição de Cristo. Naquela época a Igreja não foi honrada, mas rejeitada e perseguida. Agora é exatamente o contrário. Deus faz com que a sua Igreja seja honrada na medida em que lhe foi feita desonra (Apo 3:9).
V27. Na cidade só pode entrar o que contribui para a sua glória. É impossível entrar algo que prejudique a glória da cidade. Nada que tenha relação com o pecado, cujos elementos ainda existem na terra, tem a possibilidade de penetrar na cidade celestial. Se algo impuro ou alguém que pratica coisas erradas apenas tentasse entrar, a luz imediatamente o revelaria. Nada que pertença às trevas conseguirá entrar na cidade sem ser notado. A luz é ao mesmo tempo a sua segurança.
Mas há aqueles que entram na cidade. São crentes, pois estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Não são os povos da terra, pois carne e sangue não podem entrar. Também não são os crentes da Igreja, pois eles são a cidade. Quais crentes são então? São todos os crentes falecidos do tempo do Antigo Testamento e os mártires que foram mortos depois do arrebatamento da Igreja. Eles não pertencem à Igreja, mas têm parte em todas as bênçãos que Deus prometeu a todos os que colocaram a sua confiança nEle. Essas bênçãos eles desfrutarão na parte celestial do Reino de Paz.
Leia novamente Apocalipse 21:19-27.
Pergunta ou tarefa: O que há de diferente na nova Jerusalém em comparação com a antiga Jerusalém?